quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A batalha pela cor








Para as grandes organizações a cor tem cada vez mais uma importância fulcral. É comum reconhecer mos e associar produtos à sua marca mais através da cor do que por qualquer outro factor. As recentes investigações na área do marketing indicam que
80% da informação visual está directamente relacionada com a cor. Não falamos apenas em vermelho, azul, amarelo ou verde mas sim no vermelho Coca-Cola, no azul Barclays, no amarelo Opel ou no verde Starbucks.

Um dos casos mais polémico sobre direitos de propriedade da cor, remonta a 2007 quando a Deutsch TeleKom reclamou para a sua afiliada T-Mobile a cor magenta. Nesta altura a Deutsch TeleKom consegui fazer o registo de utilização desta cor para o sector de actividade onde opera. Desta forma, a cor magenta, no que respeita às áreas das telecomunicações, telefones e internet, só pode ser utilizada pela T-Mobile. São conhecidos alguns casos em que esta empresa terá processado outras alegando ser a detentora dos direitos de utilização da cor magenta.

Agora conseguem imaginar o que seria do nosso mundo sem a cor magenta? Deixo aqui algumas ideias:










































Imagens retiradas do site www.freemagenta.nl

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Nem todos os pretos são iguais (parte 2)

PRETO PANTONE COATED (C71 M67 Y67 K71)









Trata-se de uma cor directa utilizada normalmente na impressão de textos e trabalhos apenas a uma cor, onde a utilização das quatro cores primárias se torna mais dispendiosa. Também é utilizada na impressão de imagens duotone. Existe nas versões coated e uncoated.

PRETO FRIO (C50 M0 Y0 K100)









Nesta combinação adiciona-se cyan de forma a tornar o tom preto mais frio. A quantidade pode variar entre 20 e 80% consoante o efeito pretendido. A aplicação de uma percentagem de cyan com o preto de selecção ajuda também a tornar o preto mais opaco e intenso. Pode ser útil para quando só temos disponível o preto de selecção.

PRETO QUENTE (C0 M60 Y0 K100)









Nesta combinação adiciona-se magenta de forma a tornar o tom preto mais quente. A quantidade pode variar entre 20 e 80% consoante o efeito pretendido.

PRETO HEXACROMIA (C76 M69 Y64 K75)









Trata-se de uma das cores primárias do sistema hexacromático, que utiliza como cores primárias o cyan, magenta, amarelo, preto, laranja e verde). A sua utilização fora deste sistema de impressão não trás nenhuma vantagem ou benefício.

É usual em artes gráfica, principalmente na impressão do preto, recorrer-se à dupla passagem na máquina de forma a obter um preto mais intenso. A correcta utilização da combinação ideal para a impressão do projecto pode evitar esta segunda entrada em máquina e consequentes problemas de registo e custo acrescido.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Nem todos os pretos são iguais (parte 1)












Aparentemente, o preto, é uma cor que não costuma trazer grandes dificuldades na sua reprodução. No entanto, devemos conhecer bem todas as suas nuances para seleccionarmos aquele que nos trará melhores resultados, consoante o projecto em que estamos empenhados.

PRETO PHOTOSHOP (C86 M85 Y79 K100)









Esta é a combinação utilizada por defeito para definir o preto no Photoshop. Apesar de poder haver ligeiras nuances consoante a versão, geralmente a combinação das cores primárias ronda os 90%. Este preto apresenta uma cobertura de tinta muito elevada para a maior parte dos papeis e processos de impressão, cerca de 350%. Este pormenor pode ser depois reparado aquando da separação de cores no Ctp ou impressora.

PRETO 100% (C0 M0 Y0 K100)









Preto resultante apenas da aplicação do canal dessa cor. Sem mistura de qualquer outra cor primária. Apresenta um tom meio esbatido, pouco intenso, assemelhando-se quase a um cinzento escuro. Normalmente aplicado em zonas de textos de jornais, revistas e livros.

PRETO DE REGISTO (C100 M100 Y100 K100)









Habitualmente esta combinação só é utilizada nas miras de registo como orientação do impressor. Pode ser utilizada nos trabalhos de impressão digital em que a acumulação da quantidade máxima de tinta dos 4 canais não é problemática. Em processos de impressão com tintas líquidas não deverá ser utilizada.

PRETO 250% (C70 M50 Y30 K100)









Será provavelmente a combinação mais utilizada pelos designer para reproduzir um preto neutro. Esta combinação pretende atingir um equilíbrio entre as quatro cores primárias sem que a taxa de cobertura da tinta exceda os 250%. Resultado neutro, bastante intenso, aplicável a quase todas as situações.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Calibrar um iPhone














Apesar de cada vez mais profissionais assumirem a necessidade e os benefícios de calibrar os monitores para analisarem correctamente as cores, não é habitual estarmos preocupados com a calibração de um telemóvel. Mesmo assim, há sempre alguém que encara estas questões como essenciais à utilização de um mero dispositivo telefónico móvel, mesmo sendo um iPhone.

Descubra os passos necessários para proceder à calibração do seu iPhone aqui, e repare na análise feita aos espaço de cor que cada versão deste telemóvel da Apple pode reproduzir... muito próxima de um monitor TFT não profissional!!! Incrível...

domingo, 31 de outubro de 2010

CIDAG












Decorreu nos passados dias 27, 28 e 29 de Outubro a 1.ª Conferência Internacional em Design e Artes Gráficas, numa organização conjunta entre o ISEC e o IPT. No dia 28, no âmbito da tese em fase de desenvolvimento na Faculdade de Arquitectura, apresentei a comunicação oral "Previsibilidade na Reprodução da Cor".

Devido ao pouco tempo disponível (em 10' de apresentação é complicado falar sobre gestão de cor), tentei alertar a assistência constituída maioritariamente por estudantes e designers, para os problemas da portabilidade da cor neste novo paradigma da comunicação multiplataforma.

Aos que não estiveram presente, deixo aqui os conteúdos apresentados.

domingo, 24 de outubro de 2010

Color Dial Spray












Em 2009 foi galardoada com um Red Dot Award uma fabulosa invenção do estúdio sul coreano Yanko Design. Uma ideia simples que pretende reduzir a quantidade de latas spray produzidas todos os anos neste país.

A lata de spray recarregável contém as quatro cores CMYK que, uma vez combinadas através de um disco localizado no topo, permitem obter todos os tons desejados. Poderá obter informações mais detalhadas no site da Red Dot Award ou da Yanko Design.

Só fica mesmo a faltar criar o perfil icc indicado para esta nova ferramenta de produção de imagens :)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O que é um perfil ICC?













Em primeiro lugar, um perfil ICC é um formato standard de comunicação de cor entre dispositivos. É esta característica que permite que a utilização desta ferramenta garanta, num fluxo de trabalho correctamente calibrado e caracterizado, uma reprodução da cor previsível entre diferentes meios.

Tecnicamente este ficheiro comporta informação que indica de que forma o dispositivo interpreta e reproduz a cor. Logo, o perfil deve ter informações precisas acerca do dispositivo e das condições em que a cor vai ser reproduzida, caso contrário de nada servirá.

Os perfis de cor podem ser classificados como: de entrada, de saída, de visualização e de ligação ou Device Link's. Os perfis de entrada estão associados aos dispositivos de capatação de imagem como câmaras fotográficas e scanner's. Os de saída estão associados aos equipamentos de impressão, provas de cor ou impressoras desktop. Os de visualização estão associados ao comportamento dos monitores e os Device Link's são perfis que contêm em si dois outros perfis e são muito utilizados em conversões CMYK>CMYK.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Conversões CMYK > CMYK














Quando abordamos a problemática da conversão de cores entre diversos espaços de cor, não nos referimos apenas a conversões RGB > CMYK. Numa conversão deste género necessitamos de um perfil de origem e destino, um motor de cor ou CMM (Color Management Module) e um espaço de cor independente (XYZ ou Lab). A conversão da cor do espaço de cor de origem para o de destino, não é mais do que a tradução de valores que o CMM faz, utilizando sempre o espaço de cor independente.

Os problemas surgem quando temos necessidade de executar uma conversão CMYK > CMYK. Este tipo de conversão pode ocorrer quando: 1- o perfil embebido é diferente das condições de saída final; 2- a quantidade total de tinta não é a adequada aos sistema de saída seleccionado; ou 3- a separação de cores não é a melhor para o processo de saída. Nestes casos a única solução possível passa pela utilização não dos tradicionais perfis de entrada ou saída, mas sim dos denominados DeviceLinks.

Nas próximas actualizações abordaremos especificamente o funcionamento destes perfis de cor.