segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Importância da re-calibração











A gestão de cor desempenha um papel fundamental na reprodução precisa e previsível da cor em qualquer fluxo de trabalho de um designer. Mas a gestão de cor em si não é um processo fácil... Um dos erros mais comuns é tratar todos os procedimentos inerentes à existência de um sistema de gestão de cor como uma tarefa única, em vez de um investimento contínuo que precisa de ser mantido.

Quando os monitores são utilizados de forma contínua, a sua temperatura de cor e brilho ao longo do tempo para tornar-se "mais quente". Por essa razão, é recomendado que os monitores sejam re-calibrados de 2 em 2 semanas. Esta re-calibração obriga a que o monitor volte a apresentar a sua temperatura de cor e brilho ideal, e faz com que diferentes monitores apresentem as cores de forma consistente em todas as telas no estúdio.

Alguns monitores mais recentes têm já sensores de calibração, que permitem ser programados para efetuar automaticamente uma tarefa de re-calibração em determinados intervalos.


terça-feira, 21 de outubro de 2014






As ferramentas de gestão de cor têm como objetivo aumentar a previsibilidade, eliminar a dúvida durante as operações de retoque, aumentar a produtividade e a eficiência dos processos de criação que envolvem a cor. Mas, para alguém que está apenas a iniciar-se nos processos de controle da cor, a oferta existente no mercado pode ser confusa. Por isso, o blog Dubsat elegeu uma listagem com 23 ferramentas usadas na gestão de cores, que podem servir como ponto de partida para conhecer a função de cada uma delas.


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

RGB's não são todos iguais



















Muitas vezes há tendência para menosprezar o espaço de cor RGB com que trabalhamos. Talvez por desconhecimento, ou por dar mais importância ao espaço de cor dos dispositivos de impressão, o que é certo é que acabamos por escolher quase aleatoriamente o espaço RGB com que vamos trabalhar.

Nesta imagem podemos ver, em primeiro lugar, a representação do espaço de cor Lab, que depois é representado através da linha vermelha, comparado com diferentes espaços de cor RGB. Há diferenças abismais entre cada um deles, e por isso a sua escolha não pode ser aleatória pois corremos o risco de, sem nos apercebermos, limitarmos logo à partida a quantidade de cores que vamos reproduzir.

Informações mais técnicas e detalhadas sobre os diferentes espaços de cor RGB aqui.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Cor para daltónicos






O EnChroma Cx é uma lente que promete corrigir os problemas de identificação das cores que afetam os daltónicos. Esta tecnologia funciona como um filtro que corrige o comprimento de onda da luz, de forma a que o sinal que é enviado ao cérebro seja amplificado, melhorando a percepção das cores. Desta forma as cores surgem mais brilhantes e puras, e podem ser reconhecidas mais rapidamente e com menos dificuldade.

Já estão em comercialização diversos produtos que utilizam esta nova tecnologia e espera-se que em breve surjam mais aplicações. Por agora podem consultar mais informações em http://enchroma.com.


sábado, 20 de setembro de 2014

Black e white backing










Quando fazemos essas medições espectrais de amostras impressas, sejam provas ou impressos finais, temos de nos preocupar com o suporte ou a base sobre a qual faremos essa medição. Isso porque muitos dos suportes utilizados na indústria gráfica não são totalmente opacos, podendo assim influenciar os resultados medidos. Em artes gráficas existem diferentes aplicações e indicações para o  ­uso do chamado "black backing" ou "withe backing". As normas ISO determinam diversos cenários e regras para cada caso na norma in­ter­na­cio­nal 13655.

O "black backing" é caracterizado como sendo um suporte com característica espectral não seletiva, isto é, a difusão de densidade espectral, entre os comprimentos de onda de 400 nm a 700 nm, não deve exceder a 5% da densidade média obtida no mesmo intervalo. Isso significa que o reflexo do suporte utilizado não deve ter ‘preferência’ por nenhuma área especial do espectro ou seja, os seus ei­xos a* e b* devem estar o mais próximo possível de 0. Quando analisamos amostras impressas frente e verso, é imprescindível a utilização de um "black backing" com as características descritas.

O "white backing" cujas características estão também descritas na ISO 13655, devem ser opacos (cerâmica, plástico ou papel), com opacidade igual ou ­maior que 99. Não se deve perceber nenhum reflexo exagerado quando observado de qualquer ângulo em condições típicas de iluminação e o seu valor colorimétrico dos ei­xos a* (magenta versus verde) e b* (amarelo versus azul) tem de ser mínima, restringindo qualquer tonalidade no branco da superfície. Durante a medição de provas de cor deverá sempre ser utilizada a base "white backing" ou, não não for possível, utilizar três folhas brancas iguais às utilizadas na impressão dessa prova. Este situação, também denominada de "self backing", evita que a cor da mesa de análise possa provocar alguma leitura errada.


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Aplicações para smartphones








Existem já há algum tempo aplicações para smartphones que apregoam conseguir identificar, reproduzir e converter cores entre diferentes sistemas. No entanto, e pegando no caso do iPhone, é sabido que este equipamento não possui um CMM (Color Matching Module) e tem um espaço de cor muito limitado. Mesmo assim, a Pantone lançou em 2011 a aplicação myPantone, onde a empresa alega que consegue mostrar os seus famosos catálogos de cores, mas os testes feitos pela VICG mostram resultados muito diferentes entre diferentes dispositivos.

Entretanto surgiu também a aplicação ColorConvert que afirma ser a primeira aplicação profissional de gestão de cor para o iPhone. O que a empresa Serum-Network conseguiu foi implementar um CMM de forma a conseguir fornecer dados fiáveis na conversão de uma cor entre diferentes espaços de cor. Enquanto que outras aplicações mostram os valores RGB e CMYK sem nunca indicar que espaço RGB e CMYK estão a ser usados para efetuar a conversão, na app ColorConvert é possível escolher cada um deles. Ao mesmo tempo, e através da medição de vários aparelhos, foi possível criar um perfil ICC do iPhone que permite ter uma representação da cor mais próxima do real. Obviamente, e dadas as limitações na representação da gama de cores deste tipo de aparelhos, não é possível ter uma representação fiel, mas já é possível ter uma boa aproximação.

Aqui pode ver uma pequena demonstração do funcionamento da aplicação ColorConvert.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Gestão de Cor vs Correção de Cor



















Muitas vezes ouvimos falar de insucesso na implementação de sistemas de gestão de cor ou de insatisfação em relação aos resultados alcançados por estas ferramentas. Acredito que, grande parte das vezes, este insucesso ou insatisfação está relacionado com o facto de não percebermos a diferença entre gerir a cor ou corrigir a cor.

O conceito de gerir a cor pressupõe que se estão a implementar um conjunto de ferramentas que garantem a uniformidade, previsibilidade e reprodutibilidade da cor num determinado fluxo de trabalho. Já o conceito de correção de cor é um processo de alteração das cor, na totalidade ou em parte, de modo a melhorar o aspeto visual de uma imagem.

Por exemplo, se tivermos uma imagem com rostos avermelhado, o facto de utilizarmos ferramentas de gestão de cor não impede que esta seja reproduzida tal como é... aliás, se o sistema estiver a funcionar correctamente o que vai ser impresso será uma imagem igual à original, logo, com os tons avermelhados.

O papel da gestão de cor é preservar a aparência das cores, sem fazer qualquer tipo de análise à imagem em si. Esta operação só poderá ser efetuada pelo olho humano e recorrendo a monitores calibrados e com os respectivos perfis de cor embutidos.