terça-feira, 2 de setembro de 2014
Aplicações para smartphones
Existem já há algum tempo aplicações para smartphones que apregoam conseguir identificar, reproduzir e converter cores entre diferentes sistemas. No entanto, e pegando no caso do iPhone, é sabido que este equipamento não possui um CMM (Color Matching Module) e tem um espaço de cor muito limitado. Mesmo assim, a Pantone lançou em 2011 a aplicação myPantone, onde a empresa alega que consegue mostrar os seus famosos catálogos de cores, mas os testes feitos pela VICG mostram resultados muito diferentes entre diferentes dispositivos.
Entretanto surgiu também a aplicação ColorConvert que afirma ser a primeira aplicação profissional de gestão de cor para o iPhone. O que a empresa Serum-Network conseguiu foi implementar um CMM de forma a conseguir fornecer dados fiáveis na conversão de uma cor entre diferentes espaços de cor. Enquanto que outras aplicações mostram os valores RGB e CMYK sem nunca indicar que espaço RGB e CMYK estão a ser usados para efetuar a conversão, na app ColorConvert é possível escolher cada um deles. Ao mesmo tempo, e através da medição de vários aparelhos, foi possível criar um perfil ICC do iPhone que permite ter uma representação da cor mais próxima do real. Obviamente, e dadas as limitações na representação da gama de cores deste tipo de aparelhos, não é possível ter uma representação fiel, mas já é possível ter uma boa aproximação.
Aqui pode ver uma pequena demonstração do funcionamento da aplicação ColorConvert.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Gestão de Cor vs Correção de Cor
Muitas vezes ouvimos falar de insucesso na implementação de sistemas de gestão de cor ou de insatisfação em relação aos resultados alcançados por estas ferramentas. Acredito que, grande parte das vezes, este insucesso ou insatisfação está relacionado com o facto de não percebermos a diferença entre gerir a cor ou corrigir a cor.
O conceito de gerir a cor pressupõe que se estão a implementar um conjunto de ferramentas que garantem a uniformidade, previsibilidade e reprodutibilidade da cor num determinado fluxo de trabalho. Já o conceito de correção de cor é um processo de alteração das cor, na totalidade ou em parte, de modo a melhorar o aspeto visual de uma imagem.
Por exemplo, se tivermos uma imagem com rostos avermelhado, o facto de utilizarmos ferramentas de gestão de cor não impede que esta seja reproduzida tal como é... aliás, se o sistema estiver a funcionar correctamente o que vai ser impresso será uma imagem igual à original, logo, com os tons avermelhados.
O papel da gestão de cor é preservar a aparência das cores, sem fazer qualquer tipo de análise à imagem em si. Esta operação só poderá ser efetuada pelo olho humano e recorrendo a monitores calibrados e com os respectivos perfis de cor embutidos.
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Making Colour
Este é o nome da exposição temporária que estará patente na National Gallery de Londres até ao próximo dia 7 de setembro. Neste espaço são analisadas as técnicas e os materiais utilizados para obter cada um dos pigmentos, desde o renascimento até finais do séc. XIX.
Para além da vertente artística, a exposição aborda também algumas questões científicas, desde a teoria da luz e da cor de Isaac Newton até ao círculo cromático de Moses Harris.
Uma exposição a não perder!!!
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Testes Color Cube
No passado mês de janeiro, apresentamos aqui o sucesso que o projeto Color Cube obteve na angariação de fundos para a produção de um equipamento de identificação das cores, independentemente da superfície onde esta estivesse reproduzida.
Agora já é possível testemunhar os testes que os primeiros utilizadores estão a fazer, nesta que será a fase final de desenvolvimento deste produto que se prevê que esteja disponível para venda ao público até ao final deste ano.
Vídeo
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Formato CxF
A comunicação das características de impressão das tintas é essencial de forma a assegurar que um produto impresso tem a aparência desejada pelo cliente. As cores CMYK são facilmente comunicadas através da utilização dos perfis de cor ICC, embutido num ficheiro PDF/x.
Um documento PDF/x pode ser utilizado quer para a produção de provas de cor, quer para a impressão em massa, desde que o documento inclua apenas cores em quadricromia. Nos casos em que são utilizadas tintas diretas, este formato fornece orientações limitadas para estas tintas que não são suficientes para permitir uma reprodução aproximada da prova e do impresso final.
Para melhorar esta comunicação dos dados de cor, está em desenvolvimento há já algum tempo o formato CxF (Color Exchange Format) que vai permitir incluir dados espectrais, de forma a comunicar com precisão e de forma inequívoca todos os aspectos relevantes da cor em toda a gama de dispositivos. Com publicação previstas para final de Outubro, a ISO 17972 irá padronizar o formato CxF.
Resta-nos esperar para verificar a aplicabilidade e os resultados alcançados com a utilização desta nova "linguagem" de comunicação da cor.
terça-feira, 24 de junho de 2014
Calibração de iPad
Ainda há pouco tempo apresentávamos aqui a solução criada pela XRite para a calibração de dispositivos móveis. Agora começam a surgir os primeiros comentários à utilização e resultados obtidos depois da calibração, por exemplo, dos iPads.
Fica aqui um vídeo onde se consegue perceber o processo completo de calibrarão de um iPad e uma imagem do resultado final dessa operação.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Scribble
Algumas coisas nesta vida seriam mais fáceis se fosse possível identificar exactamente qualquer cor de um qualquer objeto do nosso quotidiano. Este é um dos problemas que a Scribble, um novo tipo de caneta, tenta solucionar, se tiver uma campanha bem-sucedida no Kickstarter.
A caneta permite apontar para uma flor ou uma peça de roupa para identificar a sua cor. Em seguida, pode começar a desenhar ou escrever exactamente naquela tonalidade. Está prevista a produção de dois modelos da caneta: uma delas usa um cartucho de tinta que permite desenhar directamente no papel, após criar a mistura que represente a cor seleccionada; a outra permitirá desenhar no monitor do smartphone ou tablet após a instalação de uma aplicação.
A Scribble usa um sensor de cores de 16 bits e é capaz de armazenar 100 mil cores. A caneta tem 16 centímetros de altura e, em ambas as versões, utiliza Bluetooth e cabo Micro-USB para comunicar com outros computadores e dispositivos.
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