sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A cor que vale $80.000.000








O tom correcto de azul pode valer $80.000.000. Pelo menos é o que dizem os especialista da Microsoft acerca do azul utilizado nos links do motor de busca Bing. Depois de testados vários tons, os investigadores descobriram que a referência #0044CC pode levar a um aumento de click's por parte dos utilizadores deste motor de busca. Com base na medição desse aumento, calcula-se que esta cor pode gerar mais de $80.000.000 em receitas.

A pergunta é: será que existe assim uma diferença tão grande em relação à cor utilizada pelo Google? Será esta diferença capaz de gerar um aumento tão elevado das receitas da Microsoft? Os accionistas deste gigante norte-americano claro que querem acreditar que sim...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Provas de cor







Muito se tem falado acerca de serviços de impressão on-line e já é amplamente conhecido o termo web-to-print. Agora a GMC apresenta um conceito em tudo semelhante mas relacionado com provas de cor. Estaremos a falar de web-to-proof?

Através do portal www.proofr.com a GMC permite aos seus clientes registados efectuar uma prova de cor em qualquer ponto do mundo, assegurando sempre o mesmo nível de qualidade. Desta forma eliminam-se todas as restrições de localização e de tempo quanto à execução de provas de cor.

A ideia é brilhante e simples. A solução fornecida pela GMC permite estabelecer uma rede de utilizadores de soluções de provas de cor da marca, permitindo que essa prova possa ser impressa o mais perto possível do cliente final, evitando assim prazos de entrega alargados e custos de transporte.

Esta solução acompanha a clara tendência actual de realizar trabalhos em qualquer ponto do mundo, a qualquer momento, com qualidade standardizada e com a internet a servir como plataforma entre empresas e clientes.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Correcção de cor










Antes das férias deixo aqui uma pequena tira onde se retrata um pouco do que se passa quando "discutimos" problemas de cor. De facto, normalmente, os interlocutores não falam a mesma linguagem levando, por vezes, a desentendimentos que em nada ajudam a resolver problemas.

O papel dos perfis ICC e dos sistemas de gestão da cor, independentemente do fluxo de trabalho em uso, deve ser o de traduzir correctamente as cores entre os diversos equipamentos, departamentos e intervenientes no processo (leia-se designers e impressores).

Em si, estes sistemas não são a solução mas sim o caminho para atingir a previsibilidade e a repetibilidade necessária numa indústria gráfica cada vez mais automatizada e standardizada.

Imagem disponível no blogue "Quality In Print" de Gordon Pritchard.


sábado, 10 de julho de 2010

Glossário da Cor











O professor Robert Chung do RIT (Rochester Institute of Technology) recolheu um conjunto de termos relacionados com a cor. Paralelamente, o professor Luís Rivera do ITGT (Instituto Tecnológico y Gráfico Tajamar) traduziu para castelhano este glossário, disponibilizando deste modo esta importante ferramenta de trabalho a todos os falantes desta língua em todo o mundo.

O glossário está disponível no seguinte link.

Com autorização do professor Chung e orientação do professor Rivera, em breve estará também disponível a versão em português com a minha tradução. Assim esperamos disponibilizar este glossário a uma vasta população falante da língua de Camões. A relação institucional entre Portugal (IPT), Espanha (ITG) e Estados Unidos (RIT) sai assim reforçada, esperando que o resultado possa agradar a todos os profissionais e interessados no tema.

domingo, 30 de maio de 2010

1.ª Conferência Internacional em Design e Artes Gráficas







Nos próximos dias 27, 28 e 29 de Outubro será realizada a 1.ª Conferência Internacional em Design e Artes Gráficas (CIDAG), uma organização conjunto entre o ISEC - Instituto Superior de Educação e Ciências e o IPT - Instituto Politécnico de Tomar.

A CIDAG 2010, subordinada ao tema "Desafios Tecnológicos para o Design e Produção Gráfica", abordará aspectos emergentes e inovadores do Design e Produção Gráfica e, nela participarão reputados especialistas nacionais e internacionais da Indústria, das Universidades e de Institutos I&D.

A Conferência contará com Conferências Plenárias, Comunicações Convidadas, Comunicações Orais e em Poster, distribuídas por 4 grandes áreas: Design, Produção Gráfica, Áreas de Fronteira e Novos Desafios.

Para mais informações consultar o site www.cidag.com.pt ou o folheto informativo aqui.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Avaliação da tolerância de cor

Na avaliação da cor impressa não existe uma forma clara e objectiva de determinar se o resultado da cor corresponde às expectativas do cliente e àquilo que ele esperava como resultado final.

Assim que o impressor atinge as densidades de cor durante o processo de afinação do equipamento, habitualmente faz-se uma análise visual para comparar as primeiras folhas com a prova de cor de forma a verificar a aproximação de tons. Estas comparações ocorrem também durante a tiragem de forma a comprovar a consistência da cor. Os clientes e designers têm tendência a fazer o mesmo tipo de análise visual para comprovar a correspondência e consistência da cor.

Para muitos dos intervenientes no processo gráfico, é o "olhómetro" que tem a palavra final sobre a qualidade ou falta dela de uma impressão. No entanto, este método comporta algumas limitações pelo facto de a visão estar condicionada por um instrumento complexo: o cérebro humano. Este último pode muito facilmente induzir-nos em erro. Vejamos o exemplo seguinte:












Ao olharmos para esta imagem, somos levados a dizer que identificamos espirais verdes e azuis. No entanto, aquilo que está representado são apenas espirais verdes (R0, G255, B151). Se cortarmos uma selecção da imagem e sobrepusermos podemos verificar que de facto se trata da mesma cor.








De facto, as cores envolventes podem causar erros tremendos na percepção correcta das cores, tornando assim o "olhómetro" num instrumento pouco eficaz para a análise de cores.

1- O "olhómetro" tem função Auto-Balance

O olho humano "reconhece" uma área próxima do branco como sendo branco e ajusta todas as cores envolventes. Este tipo de situação pode levar a situações em que verificamos no monitor uma zona como branca, onde na impressão não deveria existir trama, mas de facto acaba por ser impresso um ligeiro véu. O olho reconheceu a área como branco quando de facto ela não o era.

2- O "olhómetro" não tem memória de cor
O olho humano reequilibra as cores quando olha para dois objectos diferentes. Este facto torna a comparação de duas cores separadas, nem que seja por uma pequena distância, em algo impossível. A única forma de proceder à comparação entre duas cores é cortando uma amostra da mesma e sobrepô-la sobre uma amostra.









3- O "olhómetro" não consegue avaliar pequenas variações
De forma a avaliar a variação de tons onde é necessária grande prescisão, por exemplo impressão de logótipo e marcas, é necessário recorrer a amostras com os extremos de variação possível. Uma das formas é recorrendo a um livro de amostras da marca com perfurações. Desta forma as cores envolventes não vão influenciar a análise visual, ao mesmo tempo que se analise se a impressão está dentro dos limites espectáveis de variação da cor.












4- O "olhómetro" é influenciado pelo tamanho da área de cor impressa
Por esse motivo, muitos vezes pode parecer que existe correspondênicia entre a pequena amostra e uma área impressa. No entanto, se a área de impressão dessa cor for maior, vai parecer que não existe correspondência. Assim, deve-se tentar encontrar amostras de tamanhos semelhantes à área a analizar.

Este artigo foi traduzido com a autorização de Gordon Pritchar, autor do blogue "Quality In Print" a partir do post "Tolerancing color by eye" disponível em http://qualityinprint.blogspot.com/2010/03/tolerancing-color-in-presswork-by-eye.html

quarta-feira, 7 de abril de 2010

XX ARTEC







Nos dias 14 e 15 de Abril, terá lugar na Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Tomar, o 20.º ARTEC. Intitulado "Rewind Pause Forward", este simpósio destina-se a estudantes, professores, designers, gestores gráficos, profissionais da área de marketing, entre outros.

Este ano conta com oradores, tais como Paulo Alcobia, André Figueiredo, Luís Moreira, Regina Delfino, David Zamith, Daniel Raposo, Pedro Oliveira, Fernando Coelho, Victor Neno, Arnaldo Costeira, entre outros.

O programa detalhado está disponível para consulta em www.tag.estt.ipt.pt/artec/

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Workshop Norma ISO 12647-2






A Gráfica Maiadouro na Maia vai levar a cabo duas sessões do workshop "Norma ISO 12647-2". A primeira decorrerá já no próximo dia 12 de Abril, nas instalações da APIGRAF em Lisboa pelas 16 horas. A segunda será nas instalações da gráfica no dia 15 de Abril à mesma hora.

O workshop contará com a presença de técnicos credenciados pela UGRA. Será certamente uma boa oportunidade de perceber como todos os intervenientes na indústria gráfica podem tirar partido da norma ISO 12647-2.

Os interessados podem preencher aqui a ficha de inscrição.