domingo, 31 de outubro de 2010

CIDAG












Decorreu nos passados dias 27, 28 e 29 de Outubro a 1.ª Conferência Internacional em Design e Artes Gráficas, numa organização conjunta entre o ISEC e o IPT. No dia 28, no âmbito da tese em fase de desenvolvimento na Faculdade de Arquitectura, apresentei a comunicação oral "Previsibilidade na Reprodução da Cor".

Devido ao pouco tempo disponível (em 10' de apresentação é complicado falar sobre gestão de cor), tentei alertar a assistência constituída maioritariamente por estudantes e designers, para os problemas da portabilidade da cor neste novo paradigma da comunicação multiplataforma.

Aos que não estiveram presente, deixo aqui os conteúdos apresentados.

domingo, 24 de outubro de 2010

Color Dial Spray












Em 2009 foi galardoada com um Red Dot Award uma fabulosa invenção do estúdio sul coreano Yanko Design. Uma ideia simples que pretende reduzir a quantidade de latas spray produzidas todos os anos neste país.

A lata de spray recarregável contém as quatro cores CMYK que, uma vez combinadas através de um disco localizado no topo, permitem obter todos os tons desejados. Poderá obter informações mais detalhadas no site da Red Dot Award ou da Yanko Design.

Só fica mesmo a faltar criar o perfil icc indicado para esta nova ferramenta de produção de imagens :)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O que é um perfil ICC?













Em primeiro lugar, um perfil ICC é um formato standard de comunicação de cor entre dispositivos. É esta característica que permite que a utilização desta ferramenta garanta, num fluxo de trabalho correctamente calibrado e caracterizado, uma reprodução da cor previsível entre diferentes meios.

Tecnicamente este ficheiro comporta informação que indica de que forma o dispositivo interpreta e reproduz a cor. Logo, o perfil deve ter informações precisas acerca do dispositivo e das condições em que a cor vai ser reproduzida, caso contrário de nada servirá.

Os perfis de cor podem ser classificados como: de entrada, de saída, de visualização e de ligação ou Device Link's. Os perfis de entrada estão associados aos dispositivos de capatação de imagem como câmaras fotográficas e scanner's. Os de saída estão associados aos equipamentos de impressão, provas de cor ou impressoras desktop. Os de visualização estão associados ao comportamento dos monitores e os Device Link's são perfis que contêm em si dois outros perfis e são muito utilizados em conversões CMYK>CMYK.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Conversões CMYK > CMYK














Quando abordamos a problemática da conversão de cores entre diversos espaços de cor, não nos referimos apenas a conversões RGB > CMYK. Numa conversão deste género necessitamos de um perfil de origem e destino, um motor de cor ou CMM (Color Management Module) e um espaço de cor independente (XYZ ou Lab). A conversão da cor do espaço de cor de origem para o de destino, não é mais do que a tradução de valores que o CMM faz, utilizando sempre o espaço de cor independente.

Os problemas surgem quando temos necessidade de executar uma conversão CMYK > CMYK. Este tipo de conversão pode ocorrer quando: 1- o perfil embebido é diferente das condições de saída final; 2- a quantidade total de tinta não é a adequada aos sistema de saída seleccionado; ou 3- a separação de cores não é a melhor para o processo de saída. Nestes casos a única solução possível passa pela utilização não dos tradicionais perfis de entrada ou saída, mas sim dos denominados DeviceLinks.

Nas próximas actualizações abordaremos especificamente o funcionamento destes perfis de cor.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A cor que vale $80.000.000








O tom correcto de azul pode valer $80.000.000. Pelo menos é o que dizem os especialista da Microsoft acerca do azul utilizado nos links do motor de busca Bing. Depois de testados vários tons, os investigadores descobriram que a referência #0044CC pode levar a um aumento de click's por parte dos utilizadores deste motor de busca. Com base na medição desse aumento, calcula-se que esta cor pode gerar mais de $80.000.000 em receitas.

A pergunta é: será que existe assim uma diferença tão grande em relação à cor utilizada pelo Google? Será esta diferença capaz de gerar um aumento tão elevado das receitas da Microsoft? Os accionistas deste gigante norte-americano claro que querem acreditar que sim...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Provas de cor







Muito se tem falado acerca de serviços de impressão on-line e já é amplamente conhecido o termo web-to-print. Agora a GMC apresenta um conceito em tudo semelhante mas relacionado com provas de cor. Estaremos a falar de web-to-proof?

Através do portal www.proofr.com a GMC permite aos seus clientes registados efectuar uma prova de cor em qualquer ponto do mundo, assegurando sempre o mesmo nível de qualidade. Desta forma eliminam-se todas as restrições de localização e de tempo quanto à execução de provas de cor.

A ideia é brilhante e simples. A solução fornecida pela GMC permite estabelecer uma rede de utilizadores de soluções de provas de cor da marca, permitindo que essa prova possa ser impressa o mais perto possível do cliente final, evitando assim prazos de entrega alargados e custos de transporte.

Esta solução acompanha a clara tendência actual de realizar trabalhos em qualquer ponto do mundo, a qualquer momento, com qualidade standardizada e com a internet a servir como plataforma entre empresas e clientes.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Correcção de cor










Antes das férias deixo aqui uma pequena tira onde se retrata um pouco do que se passa quando "discutimos" problemas de cor. De facto, normalmente, os interlocutores não falam a mesma linguagem levando, por vezes, a desentendimentos que em nada ajudam a resolver problemas.

O papel dos perfis ICC e dos sistemas de gestão da cor, independentemente do fluxo de trabalho em uso, deve ser o de traduzir correctamente as cores entre os diversos equipamentos, departamentos e intervenientes no processo (leia-se designers e impressores).

Em si, estes sistemas não são a solução mas sim o caminho para atingir a previsibilidade e a repetibilidade necessária numa indústria gráfica cada vez mais automatizada e standardizada.

Imagem disponível no blogue "Quality In Print" de Gordon Pritchard.